Sweet Tooth: série consegue retratar de forma leve a destruição causada pelo homem

Com uma mistura de inocência, medo e curiosidade, Gus deixa seu porto-seguro pela primeira vez, pronto para desbravar um mundo completamente desconhecido para ele. É predominantemente através da ótica dessa criança híbrida que conhecemos o cenário caótico de Sweet Tooth. Mas, diferente do conceito tipicamente apocalíptico que abusa dos tons de cinza para demonstrar a decadência da época, Sweet Tooth conta com cores vivas por todo o caminho.

Sweet Tooth
Imagem: Divulgação.

Tendo Robert Downey Jr. e Susan Downey na produção-executiva, a série foi lançada na Netflix e gerou grandes expectativas no público quando as primeiras críticas começaram a sair. Baseada nas HQs de mesmo nome do autor Jeff Lemire, Sweet Tooth se permitiu fugir da trama original e trilhar o seu próprio rumo.

 


Enredo da série

Como se não bastasse um vírus mortal se alastrando rapidamente, chamado de Flagelo na trama, outro acontecimento ocorre simultaneamente: todos os bebês nascem metade humano, metade animal, comumente denominados de híbridos. A série se desenrola dez anos depois desse episódio, onde a natureza ganhou novamente espaço e controle entre os centros urbanos. 

Crítica Sweet Tooth
Imagem: Divulgação.

É a partir daí que Gus, ou Sweet Tooth, interpretado Christian Convery, dá início a sua jornada. Até então, resguardado de todo mal que o mundo externo poderia lhe oferecer, Gus toma a difícil decisão de deixar o que considerou ser seu lar desde sempre em busca de respostas sobre si mesmo.

Apesar de ser mais complicado do que imaginava, Gus não está sozinho. Grandão (Nonso Anozie), ou Jepperd, e Ursa (Stefania Owen) o auxiliam em sua procura por mais informações de seu passado. Grandão carrega seus próprios mistérios e traumas, já Ursa é a líder de um grupo de adolescentes que tem como propósito salvar os híbridos. 

 

Minha opinião

A dinâmica do trio principal é realmente cativante. Uma criança, uma adolescente e um adulto convivendo juntos, cada um com o seu passado, com o seu arrependimento, com a sua motivação. A formação dessa “família” deu uma guinada na série para mim.

Sweet Tooth
Imagem: Divulgação.

Assim como a personagem secundária Aimee e a família que ela forma num ambiente pós-apocalíptico me cativaram muito. Foi muito legal acompanhar brevemente o crescimento e amadurecimento dela.

Um ponto bem negativo para mim e que me incomodou constantemente foi o antagonista General Steven Abbot. Achei um personagem nada carismático, extremamente clichê. Não é aquele antagonista que tem um discurso coeso e faz você entender o porquê de ele estar agindo de determinada forma. Não, parece que ele só é mal porque quer.

Sweet Tooth retrata de uma forma amena, mas ainda assim assertiva, como a interferência do homem é prejudicial e sem precedentes na natureza. Pautados pelo egoísmo, continuamos invadindo e destruindo o espaço que antes pertencia aos animais, continuamos fazendo experimentos científicos neles, continuamos usando suas peles como adereço de moda. A série traz essa perspectiva e conta como seria se a natureza revidasse todo o mal que causamos à ela, e que, apesar de tudo, sempre existirão aqueles que não entenderam a mensagem e que continuam nessa via destrutiva.

Por mais que seja uma série que não foge dos clichês, Sweet Tooth acertou bastante no tom mais leve, principalmente por abordar um vírus mortal, complicação que já enfrentamos na vida real. Então, ao terminar de ver, você não se sente angustiado, pelo contrário, mal pode esperar por uma segunda temporada.

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4 Comentários

  1. Já desejando assistir essa série, Sweet Tooth. A história é bem diferente e já me cativou. Valeu, Gaby pela crítica 😊😉

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  2. Gaby, sua sinopse é ótima. Já estava "ensaiando" acompanhar "Sweet Tooth". Depois de ler seu texto, decidi esperar só o tempo de sair de um balde de sopa onde estou mergulhado até o último fio de cabelo... Rsrsrsr

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Conteúdo por: Gabriela de Castro.
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